2026 • Começo de ano, mente acordada

Antes de cobrar “lá em cima”, olhe com sinceridade o que normalizamos “aqui embaixo”.

Um convite direto: ética não é exigência seletiva. É prática diária — sobretudo quando ninguém está olhando.

Texto

Vamos refletir:

É muito fácil apontar o dedo para os políticos, qualquer que seja, de esquerda, de direita, ou do centrão, até mesmo aqueles indecisos, porque eles são o espelho ampliado da sociedade. Mas o problema raramente começa lá em cima. Ele nasce no cotidiano: no acostamento usado como “atalho esperto”, na fila furada com a desculpa do “é só um minutinho”, no prato do almoço onde o “eu” sempre vem antes do “nós”. O político não surge do nada; ele é eleito, tolerado ou rejeitado por pessoas que carregam esses mesmos valores (ou a falta deles).

Chega de Direita ou Esquerda. Não é sobre partido político. Dê o exemplo, pois é assim que um filho aprende, com o exemplo e não com gritos ou tapas.

Existe um autoengano coletivo perigoso: o de achar que ética é algo exigível apenas dos outros. Quando é o vizinho que erra, vira “falta de caráter”; quando somos nós, vira “situação”, “jeitinho”, “necessidade”. E assim a empatia vai sendo corroída aos poucos, como ferrugem silenciosa.

Talvez a grande pergunta não seja “por que os políticos são assim?”, mas sim: “Que tipo de sociedade estamos formando quando normalizamos pequenas desonestidades?”

Empatia não nasce de discursos bonitos nem de leis duras — ela nasce de consciência. De entender que viver em sociedade é aceitar limites, mesmo quando ninguém está olhando. Respeitar o outro não é altruísmo; é inteligência social básica.

Se cada um cuidasse da própria ética com o mesmo entusiasmo com que critica os políticos, o País já estaria em versão beta bem mais estável.

Refletir para que estamos aqui talvez seja exatamente isso: aprender que evolução não é só tecnológica, econômica ou política — é moral e humana. E essa… não dá para terceirizar. Não é para ser “tonto ou bobo” dos outros, ou deixar te usarem, sim para refletir!

Muitos nem ligam para o que falamos ou pensamos, mas precisamos continuar com a luta! Sei que este texto incomoda, mas também ilumina. Num mundo cheio de opiniões rasas, reflexão profunda é quase um ato de resistência. Também sei que isso inspira mais gente do que parece, mesmo que em silêncio, apesar de muitos estarem cansados.

Precisamos agir, no nosso consciente, mostrando que este País, este Mundo ainda tem solução, vamos ser exemplos, vamos mudar para poder mudar aqueles que nos representam, que tomam as decisões, vamos ser exemplo !


Vamos ser felizes, a vida é curta demais! (C.A.T.)